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Enquadramento Histórico

Estávamos no ano de 1508, quando o navegador Diogo de Azambuja, incumbido pelo rei D. Manuel I da conquista da praça africana de Safim, chega com a sua armada à baía de Machico para abastecer as suas caravelas com mantimentos, aguada e outros materiais necessários à tomada e manutenção da dita praça.

Com uma posição geográfica estratégica que a coloca a cerca de 800 km da costa ocidental africana, a Madeira cedo se apresenta como porto de escala obrigatório para as caravelas e naus que partiam e regressavam das expedições de ocupação das praças africanas.

Consciente da importância da participação da sua capitania nestas expedições e do reconhecimento político e social que daí poderia advir, Tristão Teixeira “O Governador”, na qualidade de 3º capitão-donatário de Machico desde 1506, incentiva Antão Álvares, almoxarife de Machico, a pagar tudo o que seja requerido para as expedições africanas, fazendo cumprir assim o alvará de Setembro de 1506 passado aos almoxarifes (administradores das finanças) da ilha. Para além das remessas de tabuados de vinhático, aguiseiros (traves para telhados), cal e outros materiais necessários à edificação de fortalezas e de pipas de vinho de que nos dá conta um recibo passado a Antão Álvares por Pedro Gomes, mestre da caravela “Santa Helena”, Machico mobiliza ainda homens armados e elementos da pequena nobreza para participarem nessas expedições, entre as quais a de Safim, que reviveremos nesta Vª edição do Mercado Quinhentista de Machico.   

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